quarta-feira, 13 de julho de 2016

VIAJANDO EM UM COMBOIO SEGURO


Você vem de comboio para o Biker Fest? Então não custa lembrar!

REGRAMENTO EM COMBOIO

1- Em zona urbana, seguro é “dividir” o grupo em comboios menores, preferencialmente de no máximo quatro Motocicletas.

2 - Antes de iniciar a viagem, contar a quantidade de Motocicletas, estabelecer a velocidade padrão, estabelecer a formação do comboio e definir as paradas técnicas, que todos devem obedecer.

3 - A formatação em estradas será intercalada e obedecerá ao distanciamento de 20 (vinte) metros para velocidade igual ou inferior a 60 km/hora e o mínimo de 30 (trinta) metros para velocidade acima de 60 km/hora, devendo o batedor (primeiro da fila) se manter à esquerda, próximo à faixa central da pista, o segundo à direita, e assim sucessivamente.

4 - O batedor do comboio é a Motocicleta mais rápida e piloto mais experiente.

5 - O batedor não poderá fazer “zigue zaque” na pista, alterando sua trajetória apenas e tão-somente para evitar obstáculos e nas tangências de curvas, quando for o caso.

6 - O último da fila, o “Ferrôlho”, deve ser também uma motocicleta rápida e piloto experiente.

7 - Estabelecida a velocidade padrão, que nunca deve menor que a velocidade legal da pista, todos devem manter. Aquele que não acompanhar por motivo que não seja atribuído a problemas na Motocicleta, ficará para trás sem a obrigação dos demais de esperar.

8 - Todos devem manter a visão, pelo retrovisor, da Motocicleta que vem logo atrás.

9 - Na ultrapassagem de carros, caminhões e ônibus, sempre pela esquerda, deverá ser dada preferência para o mínimo de duas Motocicletas por vez.

10 - Evitar manter-se atrás de veículos, pois deles podem se soltar peças, parafusos, pedras, lata de cerveja, cigarro etc.

11 - Na ultrapassagem o piloto se apresentará no retrovisor do veículo a ser ultrapassado onde o início se dará quando tiver a certeza de que foi visto pelo motorista.

12 - Na ultrapassagem sempre lembrar que o veículo a ser ultrapassado tem o ponto cego, razão pela qual é imperativo “sair dele”.

13 - Quando ultrapassar empreender velocidade de no mínimo 30% acima da velocidade do veículo a ser ultrapassado, evitando assim manter-se maior tempo lado a lado.

14 - Evitar ser ultrapassado por ônibus e caminhões, pois eles, sendo altos, têm maior área no ponto cego, não vêm a Motocicleta e “cortam” no meio da ultrapassagem.

15 - Após ultrapassar, retornar à pista de direção “abrindo” a passagem para a Motocicleta que chega da retaguarda, mesmo que a disposição do comboio não seja aquela.

16 - Só iniciar a ultrapassagem quando estiver convicto do que vai fazer a fim de evitar desistências abruptas que expõem a riscos a Motocicleta da retaguarda e que também iniciou o procedimento de ultrapassagem, muitas vezes “vindo lançada”.

17 - Desligar o celular ou colocar no silencioso. Primeiro para não ficar na ansiedade de atender, segundo para evitar paradas bruscas e não esperada por quem vem logo atrás.

18 - Ultrapassagem pela direita é definitivamente proibida, pois expõe a riscos o ultrapassado, sendo, pois, objeto de reprimenda formal e ser xingado de FDP.

19 - Se precisar parar, erguer o braço esquerdo; se for o ferrôlho, piscar pausada o farol alto, pois do contrário o lampejo poderá ser interpretado com oscilação da pista.

20 - Em cada para parada, seja ela por qual motivo for, o líder do comboio deve contar as unidades que o formam.

21 - É atribuição do ferrôlho, na saída de qualquer parada, contar as unidades do comboio, assim saberá que não restou ninguém.

22 - Não confundir viagem com passeio. A primeira se dá, via de regra, em BR’s, cujo fluxo de veículos é mais intenso. Já a segunda se dá em estradas vicinais onde o fluxo de veículos é pequeno, normalmente o passeio acontece em pequenos percursos.

23 - Evitar gesticular quando conversar com o carona, pois um gesto poderá confundir todos na retaguarda.

24 - Ter em mente que a Motocicleta não para tão rápido quanto chega.

25 - Manter-se preparado para o inesperado.

Começa quinta feira o Biker Fest!


Começa nesta quinta feira mais um Biker Fest em Cabo Frio – o conhecidíssimo encontro de motociclistas promovidos pelo Tubarões MC – e que vai rolar na Praia do Forte, Centro da cidade.

Se você já está de alforges carregados para vir curtir o evento, clique nos nossos links ao lado para saber as condições das rodovias no Estado do Rio, bem como a previsão do tempo, que já adiantamos a boa nova de muito sol!

Sejam bem vindos e boas estradas!

terça-feira, 12 de julho de 2016

AUMENTA, QUE ISSO AÍ É ROCK AND ROAD! A história do Tigres de Bengala


O Tigres de Bengala Moto Grupo começou, na realidade, como uma banda de rock que não deu certo.

A idéia era reunir amantes do bom e velho rock and roll – nos idos de 2008 em franco esquecimento, quase morto pela breguice obrigatória da mídia – e sentar o dedo nas guitarras.

Naquele tempo, os poucos que conheciam mitos como Creedence Clearwater, Pink Floyd, AC/DC ou mesmo Rolling Stones e Elvis eram quarentões sobreviventes, verdadeiros monges medievais que preservaram o divino à salvo da barbárie até que fosse, em um renascimento musical, redescoberto – como está sendo agora.

Entretanto, quarentões que éramos, sucumbimos ao supermercado, à esposa furiosa que não permitia ensaios em garagens, filhos que consideram tudo o que pais fazem para se divertir como “mico” para eles...e a banda morreu em seu nascimento.

Do espírito rebelde, do inconformismo, do sentimento de liberdade e até da necessidade de mostrar às patroas quem era o macho da casa surgiu, então, o moto grupo de mesmo nome e filosofia, como inspiração vinda dos céus – afinal, moto e rock combinam melhor que Jack Daniel's com Fried Chickens e a família Biancardine possui notória tradição de afinidade com graxa, gasolina e estradas desde os primórdios do século passado – fundando assim o Tigres de Bengala Moto Grupo, que ainda carregava a divisa “The Original Rock and Road”.

Um grupo formado basicamente por integrantes de uma mesma família, todos acima dos quarenta anos, todos amantes de motocicletas, viagens, rock e dependentes químicos de liberdade e adrenalina. Vá lá, e de um azulzinho de quando em vez.

Aos três enlouquecidos iniciais – Walter, Antônio Carlos e Pedro Paulo, todos Biancardine – associou-se Andréa, também do clã, esposa de Walter e autora da famosa cara de “Tigre Tribal” - impossível de ser pronunciado após duas doses de whisky - que o TDB ostenta como Escudo. Logo após uniu-se o primo Jeferson Biancardine e o grupo decidiu abrir suas portas, começando a acolher outros entusiastas que não do mesmo sangue – mas tratados como tal.

Pouco tempo depois, a presidência do grupo ficou nas mãos de Antônio Carlos e foi quando os TDB começaram a fazer barulho e escrever história: as famosas “Motociatas” na região arregimentaram centenas de motociclistas em um tipo de evento até então inédito por estas bandas.

Hoje, podemos nos orgulhar de termos escrito uma pequena página nesta empoeirada história do motociclismo da Região dos Lagos, sempre agregando amigos e contribuindo para que este espirito de liberdade, elo que solda o rock pai do grupo á gasolina e estradas nossas de hoje em dia, não morra jamais.

On the road again! Aumenta, que isso aí é Rock and Road!

Aos que nos invejam, digo que temos a Liberdade Absoluta, tão assustadora que é quase um vácuo - não caiamos no erro de crê-la solidão, pois assim a chamou a voz do que clama ao deserto de homens e idéias.

Há que se ter juízo para tê-lo na hora e medida certa.

Há que se ter juízo e culhões para dispensá-lo, na hora, medida e necessidade - nessecissanidade mental - certas.

Em nossos encontros nas estradas, contemos as novas;
mas contemo-nas à dedo pois as esperamos bem fornidas de glúteos e reentrâncias para que nos invejemos de esbórnias alheias!

Bebei cerveja, Jack Daniel´s, acendei os charutos, alegrai-vos!

Além das novas, contemos também as novidades eis que nada sabemos de nossos paradeiros, sonhos, esperanças, viagens, rumos, estradas, aventuras ou ocupações atuais – tantos são os caminhos que tomamos, os quilômetros que rodamos, as ausências sentidas... e tudo isso é deveras necessário saber, para que conjuminemos nosso próximo encontro, em algum posto de gasolina, à beira do asfalto.

Fazei uma tatuagem - dragões, caveiras e tribais inspiram e apontam o norte bússola à ser seguido.

Se não ainda a tens, comprai uma parruda moto estradeira - ou um sinistro triciclo, se o labirinto já foi condenado pelo otorrino - e pegai o asfalto, eis que não importa o destino e sim as estradas.

Usai o preto, necessário para que haja a claridade das certezas;

Deixai seus cabelos longos ao vento e, mesmo que já não mais os tenha,
mesmo que a barriga repouse sobre vosso tanque de gasolina,
sinta o vento e a poeira das estradas em seu rosto, na barba mal-feita.

E creiam todos: há vida após a morte.

Há vida após os 40.