terça-feira, 12 de julho de 2016
AUMENTA, QUE ISSO AÍ É ROCK AND ROAD! A história do Tigres de Bengala
O Tigres de Bengala Moto Grupo começou, na realidade, como uma banda de rock que não deu certo.
A idéia era reunir amantes do bom e velho rock and roll – nos idos de 2008 em franco esquecimento, quase morto pela breguice obrigatória da mídia – e sentar o dedo nas guitarras.
Naquele tempo, os poucos que conheciam mitos como Creedence Clearwater, Pink Floyd, AC/DC ou mesmo Rolling Stones e Elvis eram quarentões sobreviventes, verdadeiros monges medievais que preservaram o divino à salvo da barbárie até que fosse, em um renascimento musical, redescoberto – como está sendo agora.
Entretanto, quarentões que éramos, sucumbimos ao supermercado, à esposa furiosa que não permitia ensaios em garagens, filhos que consideram tudo o que pais fazem para se divertir como “mico” para eles...e a banda morreu em seu nascimento.
Do espírito rebelde, do inconformismo, do sentimento de liberdade e até da necessidade de mostrar às patroas quem era o macho da casa surgiu, então, o moto grupo de mesmo nome e filosofia, como inspiração vinda dos céus – afinal, moto e rock combinam melhor que Jack Daniel's com Fried Chickens e a família Biancardine possui notória tradição de afinidade com graxa, gasolina e estradas desde os primórdios do século passado – fundando assim o Tigres de Bengala Moto Grupo, que ainda carregava a divisa “The Original Rock and Road”.
Um grupo formado basicamente por integrantes de uma mesma família, todos acima dos quarenta anos, todos amantes de motocicletas, viagens, rock e dependentes químicos de liberdade e adrenalina. Vá lá, e de um azulzinho de quando em vez.
Aos três enlouquecidos iniciais – Walter, Antônio Carlos e Pedro Paulo, todos Biancardine – associou-se Andréa, também do clã, esposa de Walter e autora da famosa cara de “Tigre Tribal” - impossível de ser pronunciado após duas doses de whisky - que o TDB ostenta como Escudo. Logo após uniu-se o primo Jeferson Biancardine e o grupo decidiu abrir suas portas, começando a acolher outros entusiastas que não do mesmo sangue – mas tratados como tal.
Pouco tempo depois, a presidência do grupo ficou nas mãos de Antônio Carlos e foi quando os TDB começaram a fazer barulho e escrever história: as famosas “Motociatas” na região arregimentaram centenas de motociclistas em um tipo de evento até então inédito por estas bandas.
Hoje, podemos nos orgulhar de termos escrito uma pequena página nesta empoeirada história do motociclismo da Região dos Lagos, sempre agregando amigos e contribuindo para que este espirito de liberdade, elo que solda o rock pai do grupo á gasolina e estradas nossas de hoje em dia, não morra jamais.
On the road again! Aumenta, que isso aí é Rock and Road!
“Aos que nos invejam, digo que temos a Liberdade Absoluta, tão assustadora que é quase um vácuo - não caiamos no erro de crê-la solidão, pois assim a chamou a voz do que clama ao deserto de homens e idéias.
Há que se ter juízo para tê-lo na hora e medida certa.
Há que se ter juízo e culhões para dispensá-lo, na hora, medida e necessidade - nessecissanidade mental - certas.
Em nossos encontros nas estradas, contemos as novas;
mas contemo-nas à dedo pois as esperamos bem fornidas de glúteos e reentrâncias para que nos invejemos de esbórnias alheias!
Bebei cerveja, Jack Daniel´s, acendei os charutos, alegrai-vos!
Além das novas, contemos também as novidades eis que nada sabemos de nossos paradeiros, sonhos, esperanças, viagens, rumos, estradas, aventuras ou ocupações atuais – tantos são os caminhos que tomamos, os quilômetros que rodamos, as ausências sentidas... e tudo isso é deveras necessário saber, para que conjuminemos nosso próximo encontro, em algum posto de gasolina, à beira do asfalto.
Fazei uma tatuagem - dragões, caveiras e tribais inspiram e apontam o norte bússola à ser seguido.
Se não ainda a tens, comprai uma parruda moto estradeira - ou um sinistro triciclo, se o labirinto já foi condenado pelo otorrino - e pegai o asfalto, eis que não importa o destino e sim as estradas.
Usai o preto, necessário para que haja a claridade das certezas;
Deixai seus cabelos longos ao vento e, mesmo que já não mais os tenha,
mesmo que a barriga repouse sobre vosso tanque de gasolina,
sinta o vento e a poeira das estradas em seu rosto, na barba mal-feita.
E creiam todos: há vida após a morte.
Há vida após os 40.”
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário